2° dia da FIAP no SxSW Educação
Acontece em Austin (EUA), o South by Southwest (SxSW) – um dos maiores festivais de criatividade do mundo. E a FIAP está lá, representada pelo Head de Inovação Guilherme Pereira, para contar todas as novidades que estão sendo apresentadas no evento. Nesta semana, ele participa do SxSW Educação, que vai discutir sobre as principais inovações da área.Diário de bordo, dia 02 do SXSwEDU:Shark Tank: Na noite do segundo dia, o Google Fiber afoi palco de um Shark Tank (metodologia de seleção de startups para investimento) edição SXSW EDU. As iniciativas apresentadas eram de plataformas para ajudar alunos e professores em desafios (ou, “Challenges”). Os professores e o público geral da sessão buscam ferramentas para facilitar o dia a dia escolar e propiciar interações com empresas ou instituições da “vida real”. Uma das propostas era baseada em um Google Forms, aplicativo interativo que torna muito fácil e intuitivo fazer um estudo de viabilidade financeira de um negócio. SEL – Social and Emotional Learning: Talvez um dos termos mais falados ao longo dos últimos dois dias na SxSW Edu. Várias oficinas trataram do tema. Ao longo da manhã, uma discussão interessante foi sobre o impacto da digitalização da educação (principalmente no Ensino Fundamental e Médio), já que as técnicas mais bem-sucedidas de aprendizado sócio-emocional se baseiam fortemente em relacionamento e presença.EdCorps: uma das formas de trazer o conceito de Empresa Júnior para os alunos de Ensino Fundamental e Médio, as EdCorps são empreendimentos criados, administrados e operacionalizados por estudantes. É um formato que ajuda no aprendizado de habilidades do mundo real e, ao mesmo tempo, torna suas comunidades (bairro, região etc.) lugares melhores. Ao longo do SXSwEDU, estão sendo oferecidos US$250 mil em bolsas para professores que buscam desenvolver EdCorps em suas escolas. Maker Education: Outro tema discutido em vários fóruns ao longo dos últimos dois dias: não adianta as escolas investirem em infraestrutura física se não conseguirem atuar com processos de aprendizado mais criativos e de alto engajamento. Ter um Maker Lab na escola não significa que os estudantes realmente estão aprendendo sobre os formatos de pensamento (mindsets) para a resolução criativa de problemas. Várias sessões e espaços do SXSW Edu estão analisando e discutindo sobre pedagogia Maker. Design Thinking para crianças: o Design Thinking tem sido uma das competências-chave mais valorizada no mercado de trabalho americanoe muitas escolas de ensino fundamental começaram a incorporar a prática em seus projetos pedagógicos. Há um movimento para trazer este modelo de pensamento cada vez mais cedo na educação, e não apenas em cursos de especialização ou universidades. Da informação à experiência: Existem várias oportunidades e desafios pedagógicos na transição da produção e consumo de informação para a vivência de experiências de enriquecimento. As várias formas de aprendizado existentes vão ter que interagir muito com a Realidade Aumentada, a Realidade Virtual e a Realidade Mista. No evento, houve um pedido para que mais EdTechs (empresas de base tecnológica da área de educação) criem propostas que explorem melhor estes conceitos.Inovação para mais relevância no ensino superior: Está muito claro que as universidades estão buscando inovar em seus modelos de aprendizado, conexão com a vida real e oportunidades de mercado. Tudo isso cria mais relevância para alunos que não querem mais estudar para ter apenas um diploma. O índice de evasão dos sistemas de ensino estão preocupantes e são um bom indicador de que o modelo precisa ser repensado.Startups no ambiente acadêmico: Foram apresentados alguns modelos de interação com o desenvolvimento de startups no ambiente acadêmico. A FIAP já é pioneira em propor o desafio real de criação de startups ao longo dos cursos de graduação e pós-graduação e novos modelos estão emergindo. Algumas universidades estão criando espaços de “Fast-Learning” para empreendedores. São espaços com metodologias, mentores e infraestrutura que auxiliam na aceleração dos ciclos de aprendizado dos empreendedores. Tudo isso tem a ver com a redução da mortalidade das startups em função das longas curvas de aprendizado dos empreendedores. Em geral, são espaços com metodologias que ajudam:- Na criação da proposta de valor- Na criação de um modelo de negócio- Na prova de conceito- Nos modelos de amadurecimento e expansão do negócio.
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